25 março 2011
05 março 2011
04 fevereiro 2010
20 junho 2009
04 junho 2009
19 maio 2009
Brincos de princesa & Gravata prateada
Técnica: Acrílico, grafite e colagem s/tela
Maio 2009
Técnica: Acrílico, grafite e colagem s/tela
Maio 2009
06 maio 2009
A Textura
Este texto constitui uma reflexão em torno da textura. Para tal, considerei pertinente fazer uma pequena análise de algumas obras que vivem essencialmente desta vogal das artes plásticas. De seguida, procedi à enumeração de uma série de particularidades que fazem parte da identidade da textura. Enquanto qualidade expressiva, integra a aparência das matérias e fragmenta-se em duas possibilidades como expressão do homem e da natureza, as quais se traduzem de maneira padronizada ou irregular pela vibração sensorial das formas.
Tomando como ponto de partida a análise de algumas obras, começo por fazer referência à obra de um dos representantes do dadaísmo, Kurt Shwitters, que se distingue pela exploração da riqueza textural, constitui o inventor do merzbilder (colagem + bilder = construção). Seguidamente, segue-se uma passagem superficial pela vertente abstracta da pintura, a partir da segunda guerra mundial, nomeadamente o informalismo, sobretudo a pintura matérica de Antoni Tàpies e Alberto Burri, nas suas obras colocam a tónica na matéria, predominando o uso de determinadas intervenções sobre os suportes, tal como o grattage; a pintura espacialista de Yves Klein e a materialidade das esponjas; a arte bruta de Jean Dubuffet, que se destacou pelo uso dos grandes empastes cheios de reentrâncias e de saliências e a action painting cujas obras de Pollock e Mathieu, caracterizam-se pelas cores empastadas e matéricas, pela utilização do dripping, ressaltando uma textura imaginária, sem correspondência com o real.
Num segundo momento dedico especial atenção ao elemento estrutural da linguagem plástica em estudo, pelo seu explícito valor expressivo.
A textura tem presença marcada em tudo o que nos rodeia, nas formas orgânicas e materiais e nos espaços, com padrões de formas e cores. Trata-se de um elemento indissociável das formas que constituem o universo, inclusivamente da arte. Constitui a síntese de uma amálgama de pequenos sinais, tais como pontos, linhas, manchas ou relevos que lhe concedem o seu aspecto e possibilitam a expressão de sensações, nomeadamente lisa, rugosa, áspera, macia, ondulada, entre outras. E que traduz a aparência das matérias nomeadamente a caracterização táctil e visual. As pessoas especiais portadoras de deficiência visual estão limitadas a sentir as qualidades tácteis das superfícies de um corpo. Contudo, a sua textura muitas vezes pode não ser palpável, sobretudo quando esta remete apenas para a faculdade visual.
Daqui se pode concluir que a textura é a pele das matérias, e pode traduzir-se em diferentes efeitos, que resultam do modo como os elementos que a constituem estão organizados.
Pode-se encontrar à nossa volta texturas regulares, compostas por formas simplificadas e repetitivas, normalizadas e padronizadas, que se traduzem num efeito homogéneo caracterizado pela estabilidade. Que se contrapõe à textura irregular que se expressa de forma antagónica marcadamente por efeitos assimétricos, imbuídos de instabilidade, onde está patente a vibração sensorial das formas. Exemplo ilustrativo do efeito irregular na arte são as obras expressionistas e informalistas. Existindo também ínfimos exemplos no mundo natural.
De seguida, vou estabelecer duas novas distinções relativamente à textura natural e à textura artificial. Na natureza podemos experienciar um espólio diversificado de texturas naturais, nomeadamente nas nervuras das folhas, na rugosidade das pedras, no pêlo macio de um gato. Que possibilita ao ser humano um espectáculo infindável e intenso de sensações, num verdadeiro momento de contemplação e de deleite pessoal. Todo este cenário puro tem vindo a servir de inspiração aos artistas que com o auxílio de instrumentos e de técnicas procuram transpor para o desenho a textura natural dando origem à artificial, sinónimo de criação humana. A faculdade de saber ver a realidade é imprescindível na representação fiel das texturas. Por outro lado, na arte estas podem não corresponder à realidade, são apenas efeitos visuais ligados ao ideário e à liberdade inventiva do artista.
É interessante saber que muitas das texturas artificiais têm por inspiração a natureza, na medida em que há uma transposição de características das formas naturais para os objectos, processo este que tem sido desenvolvido e aplicado pela ciência denominada biónica.
Para além da função estética ligada à fruição relativamente à textura, esta conhece também uma função prática. Exemplo disso, é a textura regular que se pode ver e sentir na superfície da tampa de uma garrafa de água, cujo objectivo é possibilitar uma maior aderência da mão, na eficiência do seu manuseamento.
No terceiro e último momento de reflexão sobre a textura, vou estabelecer uma breve associação desta com outras situações ligados não só à visão, como também ao sistema auditivo e gustativo. Por quantas vezes nos vimos enternecidos na voz de algumas celebridades internacionais do mundo da música, pela textura rouca da voz. Ou pelo contrário, uma textura macia e afável que nos deixa mais serenos e apaziguados. Depreende-se deste modo, que a textura não se remete apenas à pintura, à escultura e à arquitectura, mas também à música, assim como à dança e ao teatro, podemos falar também da textura aveludada ou esponjosa quando nos deliciamos com um pudim.
Tomando como ponto de partida a análise de algumas obras, começo por fazer referência à obra de um dos representantes do dadaísmo, Kurt Shwitters, que se distingue pela exploração da riqueza textural, constitui o inventor do merzbilder (colagem + bilder = construção). Seguidamente, segue-se uma passagem superficial pela vertente abstracta da pintura, a partir da segunda guerra mundial, nomeadamente o informalismo, sobretudo a pintura matérica de Antoni Tàpies e Alberto Burri, nas suas obras colocam a tónica na matéria, predominando o uso de determinadas intervenções sobre os suportes, tal como o grattage; a pintura espacialista de Yves Klein e a materialidade das esponjas; a arte bruta de Jean Dubuffet, que se destacou pelo uso dos grandes empastes cheios de reentrâncias e de saliências e a action painting cujas obras de Pollock e Mathieu, caracterizam-se pelas cores empastadas e matéricas, pela utilização do dripping, ressaltando uma textura imaginária, sem correspondência com o real.
Num segundo momento dedico especial atenção ao elemento estrutural da linguagem plástica em estudo, pelo seu explícito valor expressivo.
A textura tem presença marcada em tudo o que nos rodeia, nas formas orgânicas e materiais e nos espaços, com padrões de formas e cores. Trata-se de um elemento indissociável das formas que constituem o universo, inclusivamente da arte. Constitui a síntese de uma amálgama de pequenos sinais, tais como pontos, linhas, manchas ou relevos que lhe concedem o seu aspecto e possibilitam a expressão de sensações, nomeadamente lisa, rugosa, áspera, macia, ondulada, entre outras. E que traduz a aparência das matérias nomeadamente a caracterização táctil e visual. As pessoas especiais portadoras de deficiência visual estão limitadas a sentir as qualidades tácteis das superfícies de um corpo. Contudo, a sua textura muitas vezes pode não ser palpável, sobretudo quando esta remete apenas para a faculdade visual.
Daqui se pode concluir que a textura é a pele das matérias, e pode traduzir-se em diferentes efeitos, que resultam do modo como os elementos que a constituem estão organizados.
Pode-se encontrar à nossa volta texturas regulares, compostas por formas simplificadas e repetitivas, normalizadas e padronizadas, que se traduzem num efeito homogéneo caracterizado pela estabilidade. Que se contrapõe à textura irregular que se expressa de forma antagónica marcadamente por efeitos assimétricos, imbuídos de instabilidade, onde está patente a vibração sensorial das formas. Exemplo ilustrativo do efeito irregular na arte são as obras expressionistas e informalistas. Existindo também ínfimos exemplos no mundo natural.
De seguida, vou estabelecer duas novas distinções relativamente à textura natural e à textura artificial. Na natureza podemos experienciar um espólio diversificado de texturas naturais, nomeadamente nas nervuras das folhas, na rugosidade das pedras, no pêlo macio de um gato. Que possibilita ao ser humano um espectáculo infindável e intenso de sensações, num verdadeiro momento de contemplação e de deleite pessoal. Todo este cenário puro tem vindo a servir de inspiração aos artistas que com o auxílio de instrumentos e de técnicas procuram transpor para o desenho a textura natural dando origem à artificial, sinónimo de criação humana. A faculdade de saber ver a realidade é imprescindível na representação fiel das texturas. Por outro lado, na arte estas podem não corresponder à realidade, são apenas efeitos visuais ligados ao ideário e à liberdade inventiva do artista.
É interessante saber que muitas das texturas artificiais têm por inspiração a natureza, na medida em que há uma transposição de características das formas naturais para os objectos, processo este que tem sido desenvolvido e aplicado pela ciência denominada biónica.
Para além da função estética ligada à fruição relativamente à textura, esta conhece também uma função prática. Exemplo disso, é a textura regular que se pode ver e sentir na superfície da tampa de uma garrafa de água, cujo objectivo é possibilitar uma maior aderência da mão, na eficiência do seu manuseamento.
No terceiro e último momento de reflexão sobre a textura, vou estabelecer uma breve associação desta com outras situações ligados não só à visão, como também ao sistema auditivo e gustativo. Por quantas vezes nos vimos enternecidos na voz de algumas celebridades internacionais do mundo da música, pela textura rouca da voz. Ou pelo contrário, uma textura macia e afável que nos deixa mais serenos e apaziguados. Depreende-se deste modo, que a textura não se remete apenas à pintura, à escultura e à arquitectura, mas também à música, assim como à dança e ao teatro, podemos falar também da textura aveludada ou esponjosa quando nos deliciamos com um pudim.
05 maio 2009
Bonecas
Pasta fimo
Maio 2009
Pasta fimo
Maio 2009
Plasticina
2009
2009
Cerâmica
2008
Etiquetas:
Modelação em plasticina,
pasta fimo e barro
04 maio 2009
Expressão Escrita
Pensamento transeunte
Esporadicamente, todo um estado de abulia abraça-me,
Como dois amantes presos à matéria do amor.
Olvidada do meu ente pensante, exalo um cepticismo intrépido.
Plangente, ouço ciciar imagens remotas de outrora;
Insurjo-me estrénua
Melodias e nuvens cor-de-rosa, anjos e estrelas cadentes;
Aves encantadas, histórias fantásticas da minha infância,
Bolas de sabão que flutuam na frescura do campo,
Libelinhas e mariposas fremem no ar que respiro.
De súbito, um estrépito irrompeu do fundo da sala
E tornou transeunte o pensamento,
neste mundo pensante.
Espelho vivo
Quanta relutância,
Pesa em mim.
Em vós vejo a imagem do meu ser,
O espelho da minha alma?
Sorrindo, vêm afáveis
Acariciar meu coração
Meus olhos, tristes deles
Tão menos tristes, deleitam de emoção
A execração que imerge em mim
Respiro-a no mar de astúcia,
Daquela máscara sarcástica
Na tua breve e remota aparição.
De mãos aptas para semear
Cultivam muitos corações
Na alvorada do dia,
Quanta ilusão a germinar.
S/título
Vejo-te só, do clarão da janela,
Ninguém mais.
Nem uma gota de orvalho da madrugada,
Nem um rasto de tinta verde.
E quanto mais te olho, só,
Maior é o meu desejo.
Sento-me enfim e acaricio
As tuas suaves e breves cerdas.
(Assim, molhei um pouco do pincel,
na tinta verde e comecei a pintar).
Fabiana Matos 2000
Esporadicamente, todo um estado de abulia abraça-me,
Como dois amantes presos à matéria do amor.
Olvidada do meu ente pensante, exalo um cepticismo intrépido.
Plangente, ouço ciciar imagens remotas de outrora;
Insurjo-me estrénua
Melodias e nuvens cor-de-rosa, anjos e estrelas cadentes;
Aves encantadas, histórias fantásticas da minha infância,
Bolas de sabão que flutuam na frescura do campo,
Libelinhas e mariposas fremem no ar que respiro.
De súbito, um estrépito irrompeu do fundo da sala
E tornou transeunte o pensamento,
neste mundo pensante.
Espelho vivo
Quanta relutância,
Pesa em mim.
Em vós vejo a imagem do meu ser,
O espelho da minha alma?
Sorrindo, vêm afáveis
Acariciar meu coração
Meus olhos, tristes deles
Tão menos tristes, deleitam de emoção
A execração que imerge em mim
Respiro-a no mar de astúcia,
Daquela máscara sarcástica
Na tua breve e remota aparição.
De mãos aptas para semear
Cultivam muitos corações
Na alvorada do dia,
Quanta ilusão a germinar.
S/título
Vejo-te só, do clarão da janela,
Ninguém mais.
Nem uma gota de orvalho da madrugada,
Nem um rasto de tinta verde.
E quanto mais te olho, só,
Maior é o meu desejo.
Sento-me enfim e acaricio
As tuas suaves e breves cerdas.
(Assim, molhei um pouco do pincel,
na tinta verde e comecei a pintar).
Fabiana Matos 2000
Uma história verde lima
Acrílico s/tela e pasta fimo
Abril 2009
Acrílico e colagem s/tela e pasta fimo
Abril 2009
Um mundo de sonho e de fantasia solta - Atelier
Acrílicos
Título: Auto-Retrato
Acrílico e colagem sobre madeira e coelho de pelúcia
Outubro 2008
Outubro 2008
Vejo-te só, do clarão da janela,
Ninguém mais.
Nem uma gota de orvalho da madrugada,
Nem um rasto de tinta verde.
E quanto mais te olho, só,
Maior é o meu desejo.
Sento-me enfim e acaricio
As tuas suaves e breves cerdas.
(Assim, molhei um pouco do pincel,
na tinta verde e comecei a pintar).
Fabiana Matos
Ninguém mais.
Nem uma gota de orvalho da madrugada,
Nem um rasto de tinta verde.
E quanto mais te olho, só,
Maior é o meu desejo.
Sento-me enfim e acaricio
As tuas suaves e breves cerdas.
(Assim, molhei um pouco do pincel,
na tinta verde e comecei a pintar).
Fabiana Matos
O Espaço da Expressão Plástica e da Criação Literária
Naperons rendados branco e prata.
Gosto disto ! ! !
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